China derruba bolsas globais

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China derruba bolsas globais (Foto:Divulgação) China derruba bolsas globais

As principais bolsas de valores globais apresentam perdas nesta quinta-feira, 09, pressionadas por dados divulgados na China. Aqui no Brasil, o Ibovespa recua 1,12%.

Na Ásia, as bolsas em Shanghai, Hong Kong e Taiwan permaneceram fechadas, em dia de feriado local. No Japão, as ações encerraram o pregão de hoje no campo negativo, puxadas para baixo pela nova valorização do iene, que atingiu o maior nível em um mês.

Na região, o índice de inflação ao consumidor chinês cresceu 2,0% em maio, na comparação interanual, de acordo com os dados divulgados ontem pelo departamento de estatísticas do país. O resultado surpreendeu para baixo as expectativas do mercado, que esperava alta de 2,2%.

Enquanto isso, na Europa, as bolsas caminham para um fechamento em campo negativo. Em Frankfurt, o DAX opera com perdas de 1,11%, a 10.086 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recua 1,11%, a 6.231 pontos, enquanto o CAC 40 apresenta queda de 0,99%, a 4.405 pontos.

Por lá, as exportações alemãs somaram € 104,3 bilhões e as importações € 78,7 bilhões em abril, segundo informações divulgadas hoje pelo escritório de estatísticas da região, Destatis. Na comparação com o mesmo mês de 2014, as exportações cresceram 3,8%, enquanto que as importações permaneceram estáveis. A balança comercial do país registrou superávit de € 24 bilhões em abril deste ano, contra € 23,7 bilhões um ano antes. Já a conta corrente da balança de pagamentos ficou superavitária em € 28,8 bilhões no mês.

Em Wall Street, o cenário não é diferente e bolsas recuam. Com isso, o índice Dow Jones perde 0,39% aos 17.934 pontos; o S&P 500 recua 0,45% a 2.109 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq apresenta perdas de 0,41% aos 4.954 pontos.

Na agenda local, os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos retrocederam mais que o previsto, segundo dados publicados pelo departamento do Trabalho. Na semana encerrada em 03 de junho, foram registrados novos 264.000 pedidos de auxílio, uma queda em relação aos 268 mil da semana anterior.

Aqui no Brasil, o Ibovespa apresenta perdas pressionado por dados chineses. Há pouco, o índice, operava com queda de 1,12%, aos 51.052 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 1.820 bilhão.

E abrindo a agenda de indicadores internos, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou variação de 1,12% na apuração referente ao primeiro decêndio de junho. No mesmo período de apuração do mês anterior, a variação foi de 0,59%.

Por outro lado, a quinta estimativa de 2016 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 195,9 milhões de toneladas, 6,5% inferior à obtida em 2015 (209,4 milhões de toneladas), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés. O Comitê reconheceu os avanços na política de combate à inflação, em especial a contenção dos efeitos de segunda ordem dos ajustes de preços relativos. No entanto, considera que o nível elevado da inflação em doze meses e as expectativas de inflação distantes dos objetivos do regime de metas não oferecem espaço para flexibilização da política monetária.

Para finalizar, o dólar opera com ganhos de 0,68%. Há pouco, a moeda era vendida a R$ 3,393.

(MR – Agência IN)