Ibovespa teve um bom desempenho na semana passada

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Ibovespa teve um bom desempenho na semana passada (Foto: Pexels) Ibovespa teve um bom desempenho na semana passada

Em uma semana marcada pelas decisões de taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, o Ibovespa teve um bom desempenho e rompeu sucessivamente as máximas históricas. Mais do que as atuações dos bancos centrais, que já eram amplamente esperadas, pesou positivamente o primeiro acordo comercial entre Estados Unidos e China após quase 2 anos de disputas. Tudo anunciado, claro, pelo Twitter de Donald Trump.

De acordo com analistas da Toro Investimentos, a guerra comercial está longe de acabar e, como todos que acompanham esta novela sabem, retrocessos não são nada improváveis. Mesmo assim, o acordo diminui a percepção de risco global, o que favorece investimentos em países emergentes como o Brasil. O dólar, por exemplo, já sentiu esse efeito e voltou a negociar abaixo de R$4,10.

Para colaborar, medidas do governo no setor de educação superior e no financiamento imobiliário impulsionaram os dois setores, que se destacaram na semana. Agora, ficamos de olho para os dados da economia argentina a serem divulgados nesta semana e para o avanço do Brexit após vitória esmagadora dos Conservadores nas eleições locais.

Mas como nem tudo é perfeito, a Via Varejo divulgou possíveis fraudes em seus balanços, o que fez o papel cair mais de 10% nos minutos seguintes ao anúncio. A situação parece estabilizada, mas a alta volatilidade não deve abandonar a ação tão cedo.

Empresas

A Caixa Econômica Federal anunciou a redução das taxas de juros do crédito imobiliário e Jair Bolsonaro sancionou com vetos, que beneficiam o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), a lei que implementa o saque aniversário no FGTS.

A redução das taxas de juros impactam consideravelmente a demanda por financiamento imobiliário e o veto do presidente, referente à distribuição de 100% do lucro do FGTS, garante que o programa MCMV continue recebendo recursos adequadamente.

O cenário positivo do Brasil e essas medidas tiveram impacto direto no desempenho das empresas de construção, como MRV (MRVE3), Tenda (TEND3) e Direcional (DIRR3) , na Bolsa ao longo da semana.

O MEC (Ministério da Educação) divulgou uma portaria passando o limite de carga horária máxima para EAD (Ensino à distância) em cursos presenciais de 20% para 40%. Com a medida, as empresas educacionais conseguem uma redução significante nos custos, visto que os cursos à distância são menos custosos e mais escaláveis.

Como efeito pudemos ver as empresas de educação, como Yduqs (YDUQ3), Cogna (COGN3), Ser Educacional (SEER3) e Anima ( ANIM3), com desempenho bem forte na semana.

O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou a intenção de vender sua participação na Petrobras (PETR4). O Banco planeja realizar uma oferta pública para vender até a totalidade de sua participação, que representa cerca de 10% das ações ordinárias emitidas pelo Petrobras.

Como o Banco possui uma participação relevante e já deu início ao processo de seleção de assessores para a transação, a cotação da petroleira se viu pressionada no pregão de sexta-feira (13).

No final da tarde de quinta-feira, 12, a Via Varejo (VVAR3) divulgou que existem indícios de uma potencial fraude contábil em seus balanços. As investigações começaram neste quarto trimestre após uma denúncia anônima, mas somente agora, no que é chamado de segunda fase, as suspeitas ganharam mais peso.

A notícia pegou de surpresa o mercado: a ação, que estava subindo mais de 8% na própria quinta, acabou encerrando o dia cedendo quase 3%. Contudo, a recuperação veio na própria sexta-feira (13). Nem toda sexta 13 é por completo má sorte.

(Redação – Investimentos e Notícias)