A entrevista de emprego após um longo período fora do mercado

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Postura otimista e transparência a respeito das dificuldades de recolocação podem ajudar a conquistar o novo posto Foto: Divulgação Postura otimista e transparência a respeito das dificuldades de recolocação podem ajudar a conquistar o novo posto

Com o agravamento da recessão, a fila do desemprego cresce a cada dia, mais e mais brasileiros passam meses e até um ano inteiro sem trabalhar. O desafio é superar este peso na hora de uma entrevista e conquistar a vaga.

Para Thais Roque, coach com formação na área de Gestão Estratégica e Recursos Humanos pela FGV e Coaching e Gerenciamento de Negócios pela New York University (NYU), ficar muito tempo desempregado, invariavelmente, afeta a autoestima e a confiança de muitos. “A insegurança diante dos questionamentos de um recrutador é grande, especialmente na hora de explicar os motivos de estar tanto tempo fora do mercado”, alerta.

Para a especialista, é fundamental deixar claro que os meses parados não foram disperdiçados. Ao contrário,o tempo foi usado para se reciclar, fazer cursos, aprender e voltar ao trabalho ainda mais preparado do que antes. “O desânimo, o medo e a insegurança não podem predominar. O candidato deve ser transparente e franco com relação ao momento vivido, mas, ao mesmo tempo, mostrar-se confiante e seguro de que está pronto para dar o melhor de si na nova oportunidade.”

Thais Roque afirma que os longos períodos de desemprego podem afetar diretamente o humor e a postura do candidato, e isso pode transparecer em uma entrevista, fazendo com que, embora preparado, seja deixado de lado.

É preciso entender que o momento econômico do país é um dos mais graves dos últimos 25 anos, empresas fazem cortes, ajustes e bons profissionais perdem seus postos, infelizmente. “Aprendizados e lições tiradas dos últimos acontecimentos podem ajudar a manter a confiança em alta, e também é bom sempre analisar com clareza a posição no mercado e as oportunidades para aquele profissional. Cada setor, cada área tem uma característica, tem maior ou menor velocidade de recolocação, mesmo nas crises”, explica Thais, lembrando que ter consciência do que acontece e tratar isso com clareza, mostra maturidade e preparo para um novo momento profissional.

(Redação - Agência IN)