Emissões de títulos da DPMFi alcançaram R$ 155,00 bilhões

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Emissões de títulos da DPMFi alcançaram R$ 155,00 bilhões (Foto: Pexels) Emissões de títulos da DPMFi alcançaram R$ 155,00 bilhões

No mês de setembro, as emissões da Dívida Pública Federal – DPF corresponderam a R$ 155,27 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 74,57 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 80,70 bilhões, sendo R$ 80,55 bilhões referentes à emissão líquida da Dívida Pública Mobiliária Federal interna - DPMFi e R$ 0,15 bilhão, à emissão líquida da Dívida Pública Federal externa – DPFe, segundo dados do Tesouro Nacional.

As emissões de títulos da DPMFi alcançaram R$ 155,00 bilhões: R$ 135,94 bilhões (87,70%) em títulos com remuneração prefixada; R$ 12,12 bilhões (7,82%) atrelados a índice de preços e R$ 6,93 bilhões (4,47%) em títulos indexados a taxa flutuante. Desse total, foram emitidos R$ 153,12 bilhões nos leilões tradicionais, R$ 1,86 bilhão relativo às vendas de títulos do Programa Tesouro Direto (p. 7) e R$ 0,03 bilhão relativo às emissões diretas.

Nos leilões de LTN foram emitidos R$ 130,83 bilhões, com vencimentos entre abril de 2021 e janeiro de 2024, mediante pagamento em dinheiro. Nos leilões de LFT, foram emitidos R$ 6,18 bilhões, com vencimentos em março de 2023 e em setembro de 2026, mediante pagamento em dinheiro. Já nos leilões de NTN-B (títulos remunerados pelo IPCA) foram emitidos títulos no valor total de R$ 11,46 bilhões com vencimentos entre maio de 2025 e maio de 2055, também mediante pagamento em dinheiro. 

O total de resgates de títulos da DPMFi foi de R$ 74,45 bilhões, com destaque para os títulos atrelados a taxa flutuante, no valor de R$ 73,42 bilhões (98,61%). Os vencimentos efetivos do período totalizaram R$ 72,35 bilhões.

As emissões do Tesouro Direto em setembro atingiram R$ 1.855,64 milhões, enquanto os resgates corresponderam a R$ 2.024,12 milhões, o que resultou em resgate líquido de R$ 168,48 milhões. O título mais demandado pelos investidores foi o Tesouro Selic, que respondeu por 39,91% do montante vendido.

O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 61.490,94 milhões, o que representa um aumento de 0,41% em relação ao mês anterior. O título com maior representação no estoque é o Tesouro IPCA+, que corresponde a 37,73% do total, seguido pelo Tesouro Selic, com 31,63% do total.

Em relação ao número de investidores, 289.943 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto em setembro. Desta forma, o total de investidores cadastrados chegou a 8.386.216, o que representa um incremento de 67,68% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

As emissões diretas de títulos da DPMFi totalizaram R$ 29,58 milhões. Os cancelamentos, por sua vez, totalizaram R$ 0,03 milhão, o que resultou em emissão líquida de R$ 29,55 milhões.

No mês de setembro, as emissões da DPFe somaram R$ 266,75 milhões. Já os resgates totalizaram R$ 116,06 milhões, sendo R$ 76,91 milhões referentes aos pagamentos da dívida mobiliária e R$ 39,16 milhões relativos aos pagamentos da dívida contratual, do que resultou uma emissão líquida de R$ 150,68 milhões.

Estoque da Dívida Pública Federal — DPF

O estoque da DPF apresentou aumento, em termos nominais, de 2,59%, passando de R$ 4.412,42 bilhões, em agosto, para R$ 4.526,81 bilhões, em setembro. 

A DPMFi teve seu estoque ampliado em 2,56%, ao passar de R$ 4.174,16 bilhões para R$ 4.280,92 bilhões, devido à emissão líquida, no valor de R$ 80,55 bilhões e à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 26,20 bilhões. 

Com relação ao estoque da DPFe, houve elevação de 3,21% sobre o estoque apurado em agosto, encerrando o mês de setembro em R$ 245,89 bilhões (US$ 43,59 bilhões), sendo R$ 224,21 bilhões (US$ 39,75 bilhões) referentes à dívida mobiliária e R$ 21,68 bilhões (US$ 3,84 bilhões) relativos à dívida contratual.

(Redação – Investimentos e Notícias)