IPCA-15 variou 0,08% em agosto

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Destaque IPCA-15 variou 0,08% em agosto (Foto: Pexels) IPCA-15 variou 0,08% em agosto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,08% em agosto, ficando próximo à taxa de 0,09% registrada em julho. Esse é o menor índice para um mês de agosto desde 2010 (-0,05%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,51% e, em 12 meses, de 3,22%, resultado abaixo dos 3,27% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2018, a taxa foi de 0,13%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, quatro apresentaram deflação de julho para agosto. O grupo dos Transportes (-0,78%), que já havia apresentado queda em julho (-0,44%), contribuiu com o maior impacto negativo no índice do mês, -0,14 ponto percentual (p.p.). Alimentação e bebidas (-0,17%) e Saúde e Cuidados pessoais (-0,32%) também apresentaram queda em agosto, após registrarem altas de 0,03% e 0,34%, respectivamente, no mês anterior. No lado das altas, o destaque ficou com Habitação, que apresentou a maior variação (1,42%) e o maior impacto (0,23 p.p.) no IPCA-15 de agosto.

Em Transportes (-0,78%), a gasolina (-1,88%) apresentou queda pelo segundo mês consecutivo e contribuiu com o maior impacto individual negativo no índice do mês (-0,08 p.p.). Os preços do etanol (-1,09%), do óleo diesel (-1,70%) e do gás veicular (-0,07%) também recuaram em agosto, levando o resultado dos combustíveis a uma queda de 1,70%.

O segundo maior impacto negativo no IPCA-15 de agosto também veio do grupo dos Transportes. Após as altas de junho e julho (18,98% e 18,10%, respectivamente), as passagens aéreas apresentaram queda de 15,57%, contribuindo com -0,07 p.p. no índice do mês.

Ainda em Transportes, o resultado do item ônibus interestadual (1,92%) reflete o reajuste, a partir de 1º de julho, de 3,20% no coe?ciente para cálculo do valor da passagem referencial para cada mercado. Já nos ônibus intermunicipais (0,06%), destaca-se o reajuste de 4,48% nas passagens intermunicipais de longo curso em Porto Alegre (1,24%), em vigor desde 1º de agosto.

O resultado do grupo Habitação (1,42%) foi influenciado, principalmente, pelo item energia elétrica (4,91%), que acelerou em relação à taxa registrada em julho (1,13%), com alta pelo 7º mês consecutivo. Após a vigência, no mês anterior, da bandeira tarifária amarela, que onera as contas de luz em R$ 1,50 a cada 100 quilowatts-hora consumidos, passou a vigorar, em agosto, a bandeira vermelha patamar 1, em que há cobrança adicional de R$ 4,00 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. Todas as regiões pesquisadas apresentaram altas, que vão desde os 2,64% registrados em Goiânia até os 7,51% observados em São Paulo, onde houve reajuste de 7,03% em uma das concessionárias, em vigor desde 4 de julho. Em Belém (2,87%), também houve reajuste nas tarifas, de 1,94%, a partir de 7 de agosto.

Ainda em Habitação, o resultado do item gás encanado (0,20%) reflete o reajuste de 0,99% nas tarifas no Rio de Janeiro (0,41%), a partir de 1º de agosto. Já o resultado da taxa de água e esgoto (1,01%) é consequência da apropriação dos seguintes reajustes: Recife (0,42%) com reajuste médio de 6,70%, vigente desde 12 de agosto; Belo Horizonte (3,55%) com reajuste de 8,73%, a partir de 1º de agosto; Goiânia (3,39%) com reajuste de 5,79%, a partir de 1º de julho; e Porto Alegre (2,19%) – reajuste de 7,69% nas tarifas de uma das concessionárias, a partir de 1º de julho.

Além disso, em Fortaleza (2,56%), houve redução, no dia 2 de julho, de 15,86% para 4,31%, do reajuste concedido inicialmente em fevereiro. No entanto, a partir do dia 9 de julho, a redução foi cancelada e o reajuste de 15,86% voltou a vigorar.
Cabe destacar também o resultado do item gás de botijão (-0,42%), após a redução de 8,17% no preço do botijão de gás, nas refinarias, a partir de 5 de agosto.

Após a ligeira alta de 0,03% em julho, o grupo Alimentação e bebidas apresentou queda de 0,17% em agosto, especialmente em função do comportamento da alimentação no domicílio (-0,45%). A principal contribuição negativa no grupo veio do tomate (-14,79%), com -0,05 p.p. Adicionalmente, a batata-inglesa (-15,09%), as hortaliças e verduras (-6,26%) e o feijão-carioca (-5,61%) também registraram queda em agosto. No lado das altas, o destaque ficou com as frutas e com a cebola que subiram 2,87% e 15,21%, respectivamente.

Em Saúde e cuidados pessoais (-0,32%), a queda observada no IPCA-15 de agosto decorre especialmente de dois fatores. A desaceleração do item plano de saúde (0,03%) reflete a apropriação da fração mensal do reajuste de 7,35% autorizado, em 23 de julho, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com vigência retroativa a maio, a ser aplicado nos planos individuais novos – aqueles com contratos vigentes a partir de 1999. O resultado é a fração mensal do reajuste, descontando a variação apropriada nos meses de maio, junho e julho. Além disso, o item higiene pessoal (-1,83%) apresentou queda pela primeira vez neste ano, após 7 meses consecutivos de alta, e contribuiu com -0,05 p.p. no índice do mês.

Entre os índices regionais, seis das 11 regiões pesquisadas apresentaram deflação de julho para agosto. O menor resultado foi registrado no município de Goiânia (-0,29%), em função da queda observada nos preços da gasolina (-5,63%). Já o maior índice ficou com a região metropolitana de São Paulo (0,31%), influenciado pela alta de 7,51% no item energia elétrica.

(Redação – Investimentos e Notícias)