Lucro líquido da Caixa chega a R$ 4,2 bi no 2T19

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Lucro líquido da Caixa chega a R$ 4,2 bi no 2T19 Foto: Divulgação Lucro líquido da Caixa chega a R$ 4,2 bi no 2T19

A Caixa Econômica Federal divulgou nesta terça-feira (03) que a evolução na margem financeira (12%) foi o principal influenciador para os 22% de crescimento do lucro líquido no trimestre (R$4,2 bilhões). Essa forte lucratividade foi também decorrente de diminuição das outras despesas administrativas (6%) e parcialmente compensada pelo aumento de despesas de pessoal (3%), em relação a igual trimestre em 2018.

O resultado bruto da intermediação financeira atingiu R$10,7 bilhões no 2T19, evolução de 16% em relação ao 2T18, influenciado pela redução nas despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa. A margem financeira apresentou evolução de 12%, em virtude do crescimento no resultado com TVM e Derivativos, e redução das despesas de captação.

As receitas com prestação de serviços totalizaram R$6,6 bilhões no 2T19, estáveis em relação a igual trimestre em 2018. No acumulado dos seis primeiros meses de 2019, essas receitas foram de R$13,2 bilhões, evolução de 1,2% frente ao apurado no 1S18, influenciadas pelo aumento de 13,2% nas receitas de serviços com fundos de investimento, 6,4% nas receitas de serviços de governo e 5,2% nas receitas de convênios e cobrança bancária.

As despesas administrativas totalizaram R$7,8 bilhões no 2T19, com redução de 0,7% em relação ao 2T18. No primeiro semestre, essas despesas foram de R$16,3 bilhões, evolução de 5,1% em relação ao 1S18, impactadas pelo aumento das indenizações relativas aos programas de desligamento voluntário. A CAIXA iniciou em maio passado um plano de demissão voluntária para um público alvo de 3,5 mil empregados, onde estima-se economizar R$716 milhões ao ano, com payback em 16 meses.

O resultado operacional no 2T19 caiu 2,1%, para R$4,5 bilhões. No acumulado dos seis primeiros meses de 2019 alcançou R$9,0 bilhões, evolução de 0,5% em relação ao apurado no 1S18, proveniente do aumento do Resultado Bruto de Intermediação Financeira.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE) registrou 15,6% em junho de 2019, apresentando uma redução de 2,3 p.p., impactado pela evolução, em 12 meses, de R$7,6 bilhões no saldo do patrimônio líquido.

O Índice de Eficiência Recorrente alcançou 47,9% no 2T19, leve alta de 2,4 p.p. em relação ao 2T18. O índice de cobertura das despesas administrativas evoluiu 2,0 p.p. do 2T18 para 2T19 e atingiu 82,1%. O índice de cobertura das despesas de pessoal totalizou 128,4%, melhora de 1,74 p.p. na comparação em 12 meses.

O Índice de Basileia atingiu 20,3%, superior ao mínimo de 11,0%. Os índices de capital principal e de nível I totalizaram 13,9%, mantendo-se acima do mínimo regulatório de 8,0% para o de capital principal, e 9,5% para o índice de capital nível I.

A carteira de crédito ampla da CAIXA fechou com saldo de R$682,4 bilhões em junho de 2019, leve recuo de 1,9% em 12 meses, influenciado pela redução de 7,9% na carteira comercial PF e de 30,7 % para PJ. O saldo total da carteira é parcialmente compensado pelos aumentos de 3,6% e 1,2% nas carteiras habitacional e de infraestrutura.

A CAIXA manteve a liderança no mercado de crédito imobiliário, com o ganho de 0,3 p.p. frente a junho de 2018, totalizando 69,0% de participação. O saldo da carteira de crédito habitacional cresceu 3,6% em 12 meses e chegou a R$452,3 bilhões em junho de 2019, dos quais R$276,2 bilhões foram concedidos com recursos FGTS e R$176,1 bilhões com recursos CAIXA/SBPE.

Nos primeiros seis meses deste ano foram concedidos R$176,7 bilhões em crédito para a população brasileira, uma evolução de 5,5% relação ao mesmo período de 2018, demonstrando a recuperação da carteira de crédito da Instituição. Somente no segundo trimestre, a CAIXA concedeu R$93,5 bilhões, apresentando uma evolução de 12,3% em relação ao 1T19 e 7,1% se comparada ao 2T18.

Em relação ao Programa Minha Casa Minha Vida, no 1S19, foram contratados na CAIXA R$17,0 bilhões, o equivalente a 125,2 mil unidades habitacionais.

As captações totais apresentaram saldo de R$988,8 bilhões em junho de 2019. A poupança apresentou saldo de R$301,6 bilhões, alta de 6,5% em 12 meses, mantendo-se na liderança do mercado, com 37,7% de participação.

Em junho de 2019, a Empresa possuía 79,6 milhões de contas de poupança, incremento de 2,8 milhões de contas em relação ao registrado em junho de 2018.

As letras imobiliárias, hipotecárias, financeiras e agrícolas totalizaram R$56,8 bilhões, redução de 39,0% em 12 meses e 5,4% no trimestre, em linha com a estratégia de captação da CAIXA em optar por captações menos onerosas.

A empresa encerrou o primeiro semestre de 2019 com um patrimônio líquido de R$ 86,4 bilhões, um incremento de 9,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A variação de R$ 7,6 bilhões no patrimônio líquido em 12 meses foi decorrente, principalmente, da evolução de 143,6% nos lucros acumulados.

(Redação - Investimentos e Notícias)