MUFG acredita que preço do combustível pode cair em dezembro

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MUFG acredita que preço do combustível pode cair em dezembro Foto: Divulgação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta sexta-feira, 6, que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro teve variação de 0,51%, enquanto, em outubro, ele registrou 0,10%.

De acordo com o IBGE, este resultado foi o maior para novembro desde 2015, quando o IPCA ficou em 1,01%. Já no acumulado do ano, o índice registrou 3,12% e o dos últimos doze meses, 3,27%.

O principal motivo dessa variação se deve a alta nos preços da carne, que chegou a 8,09% e acabou exercendo o maior impacto individual (0,22 p.p). O grupo Habitação, que passou de uma deflação de 0,61% em outubro para alta de 0,71% em novembro, com impacto de 0,11 p.p., também teve destaque por conta da alta da energia elétrica em 2,15%, derivada da mudança na bandeira tarifária de outubro para novembro.

O MUFG - Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc, holding do Banco MUFG Brasil, acredita que para dezembro, os preços dos combustíveis poderão sofrer queda. Segundo a instituição, uma nova mudança na bandeira tarifária de novembro para dezembro, desta vez da vermelha para a amarela, além de alguma apreciação do Real, podem ser os principais influenciadores direto dessa redução.

O MUFG lembra que esses números também podem variar com a trajetória dos preços do petróleo no exterior. No entanto, neste momento, começa um aumento sazonal dos preços de alimentos, vestuário, artigos de residência e tarifas aéreas, devido ao período das vendas de Natal e férias, o que significa que muitas outras variações podem ocorrer neste mês.

Ainda segundo a instituição, a principal pressão individual pode vir novamente dos preços da carne, que afetam não apenas os alimentos em casa, bem como os preços dos alimentos nos restaurantes. "Essa alta acentuada é influenciada pela menor oferta de carne no mercado interno, uma vez que houve um aumento significativo das exportações de carne para a China para atender à maior demanda desde que a peste suína afetou negativamente o gado por lá", afirma o MUFG.

A expectativa é que a inflação para 2019 atinja +3,5%, porém, a pressão pela elevação da carne pode também comprometer para cima a margem. Ainda assim, o ano pode terminar abaixo de 4%, o que ainda ficaria abaixo da meta de 4,25%.

(Redação - Investimentos e Notícias)