Operações de crédito do SFN somam R$ 3,8 trilhões em setembro

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Operações de crédito do SFN somam R$ 3,8 trilhões em setembro Foto: Divulgação

O saldo das operações de crédito do SFN alcançou R$3,8 trilhões em setembro, aumento de 1,9% no mês, com acréscimos de 2,6% na carteira de pessoas jurídicas (saldo de R$1,7 trilhão) e de 1,4% em pessoas físicas (R$2,1 trilhões). Em doze meses, o crescimento da carteira total acelerou de 12,2% para 13,1%, resultado de expansões nos créditos às empresas (de 16,6% para 18,3%) e às famílias (de 8,9% para 9,3%).

O crédito livre para pessoas jurídicas alcançou R$1,1 trilhão, com aumentos de 2,4% no mês e de 26,5% na comparação interanual, destacando-se as operações de capital de giro acima de um ano, assim como a elevação sazonal nas modalidades voltadas para fluxo de caixa (desconto de duplicatas e recebíveis e antecipação de faturas de cartão). O saldo do crédito livre a pessoas físicas alcançou R$1,2 trilhão, após elevações de 1,5% no mês e de 8,7% em doze meses, sobressaindo cartão de crédito à vista, veículos e crédito pessoal (consignado e não consignado).

No crédito direcionado, a carteira de pessoas jurídicas totalizou R$621 bilhões em setembro, com elevações de 3,1% no mês e de 6,5% na comparação interanual, refletindo a expansão em outros créditos direcionados (14,5% no mês e 65,1% em doze meses), categoria na qual estão classificados os programas de apoio a micro, pequenas e médias empresas. O saldo com pessoas físicas alcançou R$969 bilhões, aumentos de 1,2% no mês e de 9,9% nas mesmas bases de comparação, com elevações em crédito rural e financiamento imobiliário.

As concessões totais de crédito somaram R$367 bilhões em setembro. Na série com ajuste sazonal, houve elevação mensal de 2,9%, com expansões de 5,7% para famílias e 2,3% para empresas. No acumulado do ano, em relação ao mesmo período de 2019, as concessões totais cresceram 6%, refletindo elevação em pessoas jurídicas, 14,1%, e contração em pessoas físicas, 0,9%.

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), referente ao custo médio de todo o crédito do SFN, situou-se em 17,4% a.a. em setembro, com declínios de 0,5 p.p. no mês e de 3,5 p.p. na comparação interanual. No ICC do crédito livre não rotativo, situado em 22,7%, reduções de 0,5 p.p. e 5,6 p.p., nas mesmas bases de comparação. O spread geral do ICC, 12,3 p.p., recuou 0,4 p.p. e 2,4 p.p., nos mesmos períodos.

A taxa média de juros das operações contratadas em setembro situou-se em 18,1% a.a., com diminuições de 0,5 p.p. no mês e de 5,9 p.p. em doze meses. O spread geral das taxas de juros das concessões situou-se em 14,3 p.p., com declínios de 0,6 p.p. e de 4,5 p.p., nos mesmos períodos.

No crédito livre, a taxa média de juros das concessões atingiu 25,7% a.a., reduzindo-se 0,8 p.p. no mês e 10,4 p.p. na comparação interanual. Para as famílias, a taxa média situou-se em 38% a.a., declínio de 1 p.p. no mês, destacando-se recuos em crédito pessoal não consignado (-0,7 p.p.) e consignado (-0,4 p.p.). No crédito livre às empresas, a taxa média de juros situou-se em 11,4 p.p. (-0,7 p.p. mês), com reduções nas principais modalidades, entre as quais capital de giro (-0,7 p.p.) e conta garantida (-0,9 p.p.). Excluindo-se as operações rotativas, a taxa média de juros do crédito livre alcançou 19,7% a.a., declínios de 0,6 p.p. mês e 7,7 p.p. em doze meses.

(Redação - Investimentos e Notícias)