PMI Composto do Brasil cai a 37,6 pontos em março

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PMI Composto do Brasil cai a 37,6 pontos em março (Foto: Pexels) PMI Composto do Brasil cai a 37,6 pontos em março

Os dados de março indicaram a mais acentuada queda na atividade de negócios no setor brasileiro de serviços como um todo desde o início da pesquisa, há treze anos, queda essa que foi quase exclusivamente atribuída ao fechamento de empresas e à retração da demanda por parte dos clientes em resposta à pandemia do coronavírus de 2019 (COVID-19).

O número básico, Índice de Atividade de Negócios do setor de serviços, IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, caiu quase dezesseis pontos em março. Ao divulgar 34,5, abaixo do valor de 50,4 em fevereiro, a leitura mais recente indicou uma queda rápida no volume de produção do setor de serviços.

Pedidos cancelados e paralisações de empresas em resposta à emergência de saúde pública resultaram no declínio mais rápido na quantidade de novos trabalhos desde o início da pesquisa em março de 2007. As vendas para exportação também caíram a um ritmo rápido no período mais recente da pesquisa, com o ritmo de contração excedendo o registrado para o volume total de novos negócios. Isto foi atribuído de forma preponderante às medidas globais de emergência de saúde pública e ao fechamento de fronteiras internacionais em resposta à pandemia da COVID-19.

Apesar de uma redução acentuada na quantidade novos pedidos, os dados mais recentes indicaram apenas uma modesta queda de trabalhos inacabados na economia de serviços como um todo. Onde foi registrada uma queda nos pedidos em atraso, os entrevistados da pesquisa citaram como causa principalmente a ausência de pressão sobre a capacidade de negócios.

Os provedores de serviços relataram uma queda acentuada nos números de empregos em março. A taxa de corte de empregos foi a mais rápida registrada desde outubro de 2016. As evidências dos entrevistados da pesquisa citaram frequentemente cortes nos níveis de funcionários como resposta às paralisações de empresas e à necessidade de reduzir as despesas operacionais.

Somando-se à pressão sobre as margens, os dados mais recentes indicaram um aumento acentuado nas cargas de custo médio na economia de serviços como um todo. Porém, a taxa de inflação de preço de insumos foi, no geral, a mais lenta desde novembro passado. Onde foi relatado um crescimento nos custos de compras, os provedores de serviços citaram como causas principalmente a influência do dólar americano forte e um aumento correspondente no preço de itens importados.

Os preços médios cobrados pelas empresas do setor de serviços aumentaram a um ritmo modesto em março, com a taxa de inflação se revelando a mais rápida em três meses. Os entrevistados da pesquisa citaram, de um modo geral, a necessidade de repassar os custos mais elevados aos clientes, embora algumas empresas tenham sugerido que foram oferecidos descontos de preços para ajudar a suavizar a queda da demanda.

Enquanto isso, os dados mais recentes indicaram um declínio severo no otimismo em relação aos negócios na economia de serviços como um todo em meio à atual emergência de saúde pública e às medidas globais para deter a propagação da COVID19. As expectativas de negócios foram as mais fracas desde o início da pesquisa em março de 2007, com os respondentes relatando frequentemente preocupações de que a economia doméstica levará muito tempo para se recuperar do grave choque nas operações de negócios.

Composto

Ao atingir 37,6 em março, abaixo do valor de 50,9 registrado em fevereiro, o Índice Consolidado de dados de Produção indicou o seu nível mais baixo desde o início das séries em março de 2007. De um modo geral, o fator principal influenciando o declínio da atividade de negócios foi um recorde de baixa para a pesquisa no volume de produção do setor de serviços (com o índice em 34,5). A produção industrial também diminuiu em março, mas a um ritmo relativamente modesto (com o índice em 47,7).

Os Índices Consolidados são médias ponderadas dos índices comparáveis para o setor industrial e para o de serviços. Os pesos refletem os tamanhos relativos dos setores industrial e de serviços de acordo com os dados oficiais do PIB. O Índice Consolidado de dados de Produção - Brasil é uma média ponderada do Índice de Produção do setor Industrial e do Índice de Atividade de Negócios do setor de Serviços.

(Redação – Investimentos e Notícias)