PMI de serviços atinge os 52,2 pontos em julho

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PMI de serviços atinge os 52,2 pontos em julho (Foto: Pexels) PMI de serviços atinge os 52,2 pontos em julho

O setor brasileiro de serviços se fortaleceu no início do terceiro trimestre, com a retomada do crescimento da atividade de negócios, em resposta a uma sólida recuperação no volume de entrada de novos trabalhos. Além disso, as empresas esperam que esse impulso dure, como foi destacado por um aumento no grau de sentimento positivo em relação aos negócios que atingiu o seu ponto mais alto em quase seis anos. 

Além da melhoria nas condições de demanda, uma ausência generalizada de pressões inflacionárias sustentou o crescimento. Os preços cobrados foram aumentados marginalmente apenas devido a uma notável desaceleração na inflação de custo de insumos. No entanto, os dados de julho continuaram a destacar cortes de empregos e quedas nas exportações.

Ao crescer de 48,2 em junho para 52,2 em julho, o Índice de Atividade de Negócios do setor de serviços IHS, sazonalmente ajustado, indicou a primeira expansão no volume de produção em quatro meses. Segundo os entrevistados da pesquisa, a recuperação foi ajudada por conquistas de novos clientes e um aumento na demanda.

Após ter se contraído em junho pela primeira vez em nove meses, o volume de entrada de novos negócios cresceu no início do terceiro trimestre. Os dados do subsetor indicaram que o crescimento nas categorias de Serviços ao Consumidor e de Finanças e Seguros mais do que compensou as quedas nos outros três segmentos.

As empresas brasileiras relataram uma demanda externa mais baixa por seus serviços, com menções específicas de vendas fracas para a Argentina. A queda nas exportações foi a mais rápida desde setembro de 2018.

O nível de empregos no setor de serviços caiu ainda mais em julho, estendendo a sequência atual de contração para cinco meses. Porém, o ritmo de redução foi modesto e mais brando do que o observado em média na história da pesquisa. Algumas empresas mencionaram que as iniciativas para diminuir despesas causaram cortes de empregos, mas várias contrataram pessoal adicional devido ao crescimento das vendas.

Embora as despesas operacionais tenham crescido ainda mais em julho, a taxa de inflação moderou-se, de modo geral, e atingiu o seu ponto mais fraco em quatro anos e meio. As categorias de Serviços ao Consumidor e de Transporte e Armazenamento foram as únicas a observar um aumento de inflação, ao mesmo tempo em que ficou evidente uma desaceleração nos outros três subsetores.

Algumas empresas aumentaram suas taxas devido ao repasse de cargas de custos mais elevadas aos seus clientes, mas outras ofereceram descontos em sintonia com pressões competitivas e tentativas para adquirir novos trabalhos. Os preços consolidados de produtos cresceram pelo quinto mês consecutivo, embora em menor proporção nesta sequência.

Os dados do PMI de julho continuaram a indicar uma capacidade ociosa entre os prestadores de serviços no Brasil, com a quantidade de negócios pendentes diminuindo pelo quadragésimo oitavo mês consecutivo. A taxa de diminuição de pedidos em atraso foi acentuada e acelerada em comparação com junho.

O sentimento em relação aos negócios teve um pico de alta de quase seis anos em julho. As empresas esperam que o crescimento da produção no próximo ano seja ajudado por condições econômicas melhores, políticas públicas favoráveis, parcerias, investimentos e novas licitações.

PMI composto

Revertendo a tendência observada ao longo do segundo trimestre de 2019, a atividade do setor de serviços se expandiu e o volume de produção o setor industrial se contraiu em julho. Devido à predominância do setor de serviços, o volume de produção do setor privado brasileiro aumentou em julho pela primeira vez em três meses.

O Índice Consolidado de dados de Produção* cresceu de 49,0 em junho para 51,6 em julho, indicando uma expansão modesta na produção do setor privado, a mais rápida em quatro meses.

As vendas consolidadas aumentaram pelo décimo terceiro mês consecutivo no início do terceiro trimestre, com o crescimento constante no setor industrial sendo equiparado por um crescimento renovado na economia de serviços. Sendo que o setor de serviços sendo o principal responsável pela recuperação.

Contudo, foram registrados cortes de empregos tanto no setor industrial quanto no setor de serviços. Os produtores de mercadorias indicaram o declínio mais rápido no nível de empregos em mais de dois anos, enquanto que foi evidente uma contração mais branda entre os provedores de serviços.

A inflação de preços de insumos no nível consolidado moderou-se atingindo um recorde de baixa de seis meses em julho, com aumentos mais brandos nas cargas de custos sendo registradas tanto para os provedores de serviços quanto para os produtores de mercadorias. Do mesmo modo, foram evidentes taxas mais lentas de inflação de preços de produtos em ambos os setores.

Uma melhora no grau de sentimento em relação aos negócios no nível composto mascarou divergências notáveis no nível por setor. O sentimento positivo do setor de serviços melhorou e atingiu um recorde de alta de sessenta e nove meses, enquanto que o otimismo entre os produtores de mercadorias registro um recorde de baixa de vinte e uns meses.

(Redação – Investimentos e Notícias)