Índices da ANBIMA têm maiores altas do ano

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Índices da ANBIMA têm maiores altas do ano Foto: Divulgação

O mês de julho foi marcado pelos melhores resultados do ano para os índices da ANBIMA (Associação Brasileira dos Mercados Financeiro e de Capitais) que acompanham as performances dos títulos públicos e privados. O retorno do IMA-Geral (Índice de Mercado ANBIMA), que reflete a média dos papéis do Tesouro, foi de 1,74%, acumulando 3,64% em 2020. Já o IDA-Geral (Índice de Debêntures ANBIMA), cuja carteira é formada por ativos de crédito privado, apresentou ganhos de 2% em julho e de 1,25% no total do ano.

"Ainda que permaneçam as incertezas decorrentes da pandemia de Covid-19, o mercado tem se mostrado mais otimista. As notícias dos testes positivos para a vacina contra a doença, a recente melhora do cenário doméstico, que culminou em revisões dos analistas para quedas menores do PIB, e o novo pacote de estímulo econômico na zona do euro impulsionaram a valorização dos preços dos ativos, principalmente aqueles de longo prazo", afirma Hilton Notini, gerente de Preços e Índices da ANBIMA.

Entre os títulos públicos, o destaque ficou com os de prazos mais longos. O IMA-B5+, que acompanha as NTNT-Bs com vencimentos acima de cinco anos, teve ganho de 7,32% em julho, o maior resultado mensal desde o fim das eleições presidenciais de 2018. O IRF-M1+, que reflete os papéis prefixados com mais de um ano, teve retorno de 1,47%. Já os indicadores que acompanham os ativos de prazos menores, como o IRF-M1 e o IMA-B5, apresentaram resultados em linha com os de junho, de 0,24% e de 0,99%, respectivamente.

Entre os títulos corporativos, o melhor resultado mensal ficou com o IDA-IPCA Infraestrutura, que acompanha as debêntures de infraestrutura remuneradas pela inflação. Em julho, o índice teve retorno de 3,12%, que também é o melhor desde o fim das eleições de 2018. No ano, a rentabilidade acumulada é de 4,6%. Já o IDA-IPCA apresentou ganho de 2,9% no mês e o IDA-DI, formado pelos papéis indexados ao DI, teve variação positiva de 1,47%.

(Redação - Investimentos e Notícias)