Títulos públicos voltam a se valorizar com possíveis novos cortes na Selic

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papéis representados pelo Índice de Mercado ANBIMA acumulam retorno médio de 10,72% no ano Foto: Divulgação papéis representados pelo Índice de Mercado ANBIMA acumulam retorno médio de 10,72% no ano

Segundo relatório da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), os títulos públicos voltaram a apresentar valorização em setembro com a nova redução da Selic, após recuarem em agosto deste ano. A Associação informou que a sinalização do Banco Central de que os juros podem ter ainda mais quedas ajudou a manter este cenário.

O IMA-Geral, índice que acompanha a variação média desses papéis em mercado, teve rentabilidade de 1,46% no mês e de 10,72% no acumulado de 2019.

“A maior parte dos subíndices do IMA apresentou em setembro o melhor resultado dos últimos meses. Além do efeito da queda da Selic, os preços dos ativos também foram impactados pelo cenário externo mais favorável, com os cortes dos juros nos principais bancos centrais do mundo e a redução da tensão entre Estados Unidos e China”, afirma Hilton Notini, gerente de Preços e Índices da ANBIMA.

O IMA-B5+, indicador que representa as NTN-Bs com mais de cinco anos, teve ganho de 3,73% em setembro, com alta de 26,55% no ano. Já a rentabilidade do IRF-M1+, que acompanha papéis pré-fixados com mais de um ano, foi de 1,87% no mês e de 11,89% no acumulado de 2019. Isso significa que os títulos com prazos maiores de vencimento se destacaram no período.

Os subíndices que representam papéis com prazos mais curtos também registraram em setembro desempenho acima do observado no restante do ano. Neste caso estão o IMA-B5, que reflete as NTN-Bs até cinco anos, e o IRF-M1, que retrata os ativos pré-fixados de até um ano. Ambos avançaram, respectivamente, 1,74% e 0,64% no mês e 10,27% e 5,31% em 2019.

O IMA-S, que segue a trajetória da Selic com os papéis pós-fixados, teve crescimento de 0,47% em setembro e de 4,68% no ano.

O IDA-Geral (Índice de Debêntures ANBIMA), que acompanha os títulos corporativos, apresentou em setembro o melhor resultado do trimestre, de 1%. Enquanto os subíndices indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) também avançaram no mês: o IDA-IPCA ex-infraestrutura variou 1,79% e o IDA-IPCA Infraestrutura, que reflete as debêntures destinadas a projetos de infraestrutura, saltou para 1,81%.