Lucro líquido da Tenda cresce 41,4% no 2T19

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Lucro líquido da Tenda cresce 41,4% no 2T19 (Foto: Pexels) Lucro líquido da Tenda cresce 41,4% no 2T19

A Construtora Tenda registrou um lucro líquido de R$ 73,0 milhões no segundo trimestre de 2019, o que representa um aumento de 41,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O montante é resultado dos R$ 479,9 milhões em vendas líquidas realizadas pela construtora, que tem como foco empreendimentos residenciais populares enquadrados nas faixas 1,5 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Os números, divulgados na noite da última quinta-feira (08), reforçam a agilidade de adaptação da companhia ao enfrentar atrasos na disponibilização dos recursos para execução do MCMV, que passou por mudanças no início do ano.

Além disso, a Tenda também superou o impacto das mudanças nos sistemas de concessão de créditos dos bancos e registrou crescimento de outros importantes indicadores: lançamentos, vendas brutas e repasses.

Foram lançados 13 empreendimentos neste segundo trimestre, totalizando R$ 592,3 milhões em VGV. O valor corresponde a um aumento de 53,6% em relação ao VGV lançado no mesmo período do ano anterior.

O banco de terrenos da companhia, por sua vez, cresceu 33,2% com relação ao 2º trimestre de 2018, totalizando R$ 9,50 bilhões em VGV. Já o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) dos últimos 12 meses chegou a 19,3% neste segundo trimestre de 2019.

Além das alterações implementadas no MCMV, outra adversidade enfrentada pelo setor no início deste ano foi o adiamento do tradicional Feirão da Caixa. Por isso, a companhia promoveu o 1º Feiraço Tenda, realizado entre os dias 7 e 9 de junho em cinco das oito regiões metropolitanas de atuação. Em um único final de semana de evento, a venda de 369 unidades habitacionais representou mais de 9% do total de unidades vendidas neste trimestre pela construtora.

Na segunda metade do ano, a Tenda seguirá atenta ao cenário mais restritivo para a aprovação de crédito dos clientes do MCMV e ao aumento dos custos da construção civil. Para a companhia, o novo modelo de aquisição subsidiada de moradias tem se consolidado como mais sustentável para resolver o déficit habitacional do país.

Ainda assim, Renan Sanches, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Tenda, reforça que a empresa segue focada no objetivo de buscar o maior retorno aos acionistas neste setor. “Podemos afirmar isso com ênfase na excelência operacional, comprovada novamente pela geração de caixa neste segundo trimestre”, afirma o diretor.

“Em consequência da estrutura de capital conservadora da Tenda e da atuação em regiões metropolitanas, onde o déficit habitacional é desproporcional e a barreira de entrada é maior, estamos preparados para os desafios previstos para a segunda metade do ano”, completa Renan.

(Redação- Investimentos e Notícias)