Receita líquida da Suzano atinge os R$ 7.049 mi no 4T19

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Receita líquida da Suzano atinge os R$ 7.049 mi no 4T19 (Foto: Divulgação) Receita líquida da Suzano atinge os R$ 7.049 mi no 4T19

A receita líquida da Suzano no quarto trimestre de 2019 foi de R$ 7.049 milhões, sendo 80% gerada no mercado externo (vs. o 78% no 4T18 e 80% no 3T19). O volume total de vendas de celulose e papel no trimestre foi de 3.288 mil toneladas, um aumento de 15% e 35% vs. o 3T19 e 4T18, respectivamente. Em relação ao 4T18, o aumento ocorreu em função principalmente do melhor desempenho das vendas de celulose para a Ásia. Na comparação com o trimestre anterior, a elevação das vendas ocorreu em todas as regiões.

O aumento da receita líquida consolidada no 4T19 em relação ao 3T19 é explicada pelo aumento no volume de vendas de 15% e pela valorização de 4% do USD médio frente ao BRL. Estes efeitos foram parcialmente compensados pela queda no preço médio líquido da celulose em USD de 11%.

O EBITDA Ajustado do 4T19 foi de R$ 2.465 milhões, sendo a redução em relação ao 4T18 explicada, principalmente pelo menor preço líquido da celulose em USD (-36%), parcialmente compensado por: (i) maior volume vendido de celulose (+40%); (ii) valorização do USD médio frente ao BRL (+8%) e (iii) redução nas despesas administrativas (conforme explicado anteriormente). A redução do EBITDA por tonelada de 49% é também explicada pelo fator preço.

As despesas financeiras totalizaram R$ 1.055 milhões no 4T19, 1% superior ao 3T19, em função da valorização do USD médio vs o BRL (4%), parcialmente compensado pela queda de juros no mercado local e internacional. Na comparação com o 4T18, o aumento de 23% reflete os financiamentos realizados para a combinação de negócios com a Fibria.

No 4T19, a Companhia registrou lucro de R$ 1.175 milhões, contra lucro de R$ 2.987 milhões no 4T18 e prejuízo de R$ 3.460 milhões no 3T19. A variação em relação ao 4T18 é explicada em grande parte pelo menor resultado operacional, majoritariamente explicado pelos impactos de preço da celulose, que foram parcialmente compensados pelo maior volume vendido. Na comparação com o 3T19, a variação se explica pelo resultado financeiro positivo, majoritariamente explicado pela variação cambial sobre a dívida e instrumentos de hedge, contra um resultado financeiro negativo no trimestre anterior.

Em 31 de dezembro de 2019, a dívida bruta era de R$ 63.685 milhões, sendo 90% dos vencimentos no longo prazo e 10% no curto prazo. A dívida em moeda estrangeira representou 71% da dívida total da Companhia e em moeda nacional era de 29%. O percentual da dívida bruta em moeda estrangeira, considerando o efeito do hedge de dívida, era de 93%. A dívida bruta apresentou redução em comparação ao 3T19 de 1% (R$ 0,3 bilhões) reflexo da variação cambial da dívida. Na comparação com o 4T18, o aumento da dívida bruta ocorreu em função das captações realizadas para a combinação de negócios com a Fibria e da variação cambial do período.

A Suzano registrou um trimestre com recorde histórico de vendas, comercializando o volume de 2.920 mil toneladas de celulose de mercado, sendo superior em 15% ao 3T19 e 40% superior ao 4T18.

No 4T19, os investimentos de capital (em regime caixa) totalizaram R$ 1.380 milhões, 19% inferior ao 4T18 em decorrência, principalmente, a menores gastos com manutenção e modernização. Na comparação com o 3T19, a redução deve-se ao impacto no trimestre anterior da aquisição de ativos florestais da Duratex parcialmente compensado por maiores gastos com manutenção no 4T19 e a maiores investimentos em modernização. Para 2020, a Administração aprovou um Orçamento de Capital de R$ 4,4 bilhões, sendo R$ 3,6 milhões destinados à manutenção industrial e florestal.

(Redação – Investimentos e Notícias)