Resultado financeiro líquido da Eneva fica negativo em R$ 155,7 milhões

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Resultado financeiro líquido da Eneva fica negativo em R$ 155,7 milhões Foto: Divulgação Resultado financeiro líquido da Eneva fica negativo em R$ 155,7 milhões

A Eneva S.A. (BM&FBOVESPA: ENEV3, GDR I: ENEVY) divulga hoje os resultados para o primeiro trimestre, encerrado em 31 de março de 2017 (1T17).

No 1T17, a ENEVA registrou resultado financeiro líquido negativo de R$155,7 milhões, contra resultados também negativos de R$ 165,6 milhões no 1T16 e R$ 175,7 milhões no 4T16. O resultado foi impactado, principalmente, pela queda dos índices que corrigem os contratos de financiamento da Companhia. O CDI médio, que no 1T16 foi de 14,1%a.a., apresentou redução para 13,8%a.a. no 4T16 e 12,7% a.a. no 1T17, e a inflação medida pelo IPCA, que no 1T16 foi de 2,62%a.a., apresentou redução para 0,74%a.a. no 4T16 e 0,96%a.a. no 1T17, contribuindo para uma redução das despesas financeiras oriundas dos contratos de financiamento.

O EBTIDA ajustado consolidado do 1T17 apresentou um aumento de R$ 53,8 milhões em relação ao mesmo período em 2016. Mesmo com níveis mais baixos de despacho no Subsistema Norte, que diminuiu a geração de energia do Complexo Parnaíba e na usina de Itaqui, o EBTIDA foi impactado positivamente pelo reajuste de inflação sobre a receita fixa dos CCEARs, pela receita fixa da térmica Parnaíba II e por reduções de custos operacionais da Companhia.

O Resultado Recorrente do Período no 1T17, foi de R$ 1,7 milhões, contra os R$ 82,9 milhões negativos no 1T16. Esse resultado foi impactado positivamente pelo reajuste de inflação sobre a receita fixa dos CCEARs, pela receita fixa da térmica Parnaíba II e por reduções de custos operacionais da Companhia.

Os investimentos no 1T17 totalizaram R$ 44,7 milhões, 51,2% menor em relação ao mesmo período no ano de 2016. Do total dos investimentos no 1T17 destacamos (i) a conclusão de novo sistema ERP (SAP), previsto no plano de integração com a Parnaíba Gás Natural, (ii) a implantação do sistema de captação de água do Rio Mearim no Complexo Parnaíba, (iii) a campanha de perfuração de poços produtores adicionais ao sistema, e (iv) a aquisição da participação renascente de um ex-parceiro em dois blocos da R13, na Bacia do Parnaíba.

O Fluxo de Caixa Operacional no 1T17 foi de R$ 246,5 milhões, com aumento de 61% em relação ao 1T16. Esse resultado foi impactado positivamente pelo reajuste de inflação sobre a receita fixa dos CCEARs, pela receita fixa da térmica Parnaíba II e por reduções de custos operacionais da Companhia. O aumento das Receitas concomitante à otimização e redução dos custos, aumentou a geração de caixa operacional da Companhia. O aumento da Posição de Caixa no 1T17, em relação ao 1T16, reflete os efeitos da geração de caixa operacional, e o melhor desempenho da ENEVA.

(Redação - Agência IN)

Em 31 de março de 2017, a ENEVA registrou dívida líquida consolidada10 de R$ 4,59 bilhões, com prazo médio de 5,2 anos e custo médio nominal ponderado de 13,0% a.a.. O custo médio nominal ponderado apresentou uma redução em comparação ao custo médio de 14,0% a.a. em 4T16, acompanhando a queda do CDI.